Minuano do Sudoeste

Goiá

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    Oh, minuano do sudoeste
    Ventinho frio do anoitecer
    Na primavera de minha vida
    Sinto o inverno se aproximar

    Enfrento a chuva miúda e fina
    Que a lei do carma me faz viver
    Os grandes erros de outras vidas
    Aqui na Terra eu vim pagar

    Venho de longe, de muito longe
    De algum pontinho da eternidade
    Um prisioneiro dos próprios atos
    Pagando agora suas ações

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    Tal qual a todos, nasci chorando
    Sem ter a chance de liberdade
    Pois vim cumprir a minha sentença
    Neste planeta de provações

    Humanidade que pouco a pouco
    No próprio erro quer se afundar
    É impossível qualificar
    Tanta maldade que todos tem

    Porém conforme disse um poeta
    Não tenho chance de condenar
    Não me assiste esse direito
    Pois sou um pobre humano também

    Não tenho nada de puritano
    Pelo contrário, errei demais
    A alma vulgar de pouca cultura
    Que vem dos tempos dos filisteus

    Mas não lamento as amarguras
    Pois afinal em linhas gerais
    A dor ensina a alma impura
    Como chegar mais perto de Deus

    Información de la canción

    Composición: Marciano y Goia

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