Não Sou de Nada

Gordurinha

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    De fato eu sou do nordeste
    Sou cabra da peste
    Castigo legal meu baião
    Eu tenho um cranio achatado
    Sotaque arrastado
    Nasci no sertão
    Acontece que eu sou diferente
    De toda essa gente não sou valentão
    Não sou de briga não conto vantagem
    Não tenho coragem de dar num anão

    Não uso peixeira e nem faço arruaça
    Não tomo cachaça e nem acabo o forró
    Não sei dar pernada nem rabo de arraia
    Só um navalha pra raspar meu gogó
    Se pisa o meu calo eu não digo nada
    Ate dou risada para o cidadão
    Pra encurtar conversa olha aqui meu camarada
    Te juro não sou de nada só canto baião

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    Ai, ai, ai o velho meu pai sempre me dizia
    Toma cuidado vagabundo não tem vez
    Olha que estupidez não é valentia

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    Composition: Gordurinha

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