América

Gralha Azul

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    Menina prostituída
    Linda ninfa possuída
    Nos leitos dos bordéis
    Nos braços dos coronéis
    que dominam e arrancam
    Do seu ventre em flor
    O prazer regado a sangue
    neste corpo que é só dor
    América, América
    Minha doce América
    Quando a voz se apagar
    e na noite eu me calar
    Quebre o silêncio com gritos
    Quebre o elo de seus mitos
    Cante o canto emudecido
    regue a terra com este sangue
    Do home rude e oprimido
    Que jamais será vencido
    América, América
    Minha doce América.

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    Composition: Valésio Willeman and Cláudio Viola

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