Ciclo de Ódio
Granizo
O que ofusca os olhos do homem
Não é a luz, mas o peso do próprio ego
Um fardo esculpido em orgulho e vaidade
Fadado a um ciclo de inveja
E a ânsia de sempre querer algo a mais
Até quando ficaremos presos nesse ciclo de ódio?
De arrogância
De egoísmo
De consumismo
E como agir?
Com a indiferença
Em nome do amor
Crianças mortas
Corrompidos
Pelo próprio ego
Do luxo ao lixo
Do amor ao ódio
Já sem forças, eu fecho os meus olhos e rezo
Mas não encontro mais esperança
No mundo e nem em mim
O brilho que outra hora ardia em meu peito, pela busca de um mundo melhor
Agora se apaga pelas mãos de uma estrela azul
Que vem com suas aves necrófagas do norte
E o sangue jorra e continuará jorrando
Enquanto a gente ficar assistindo calado
Vendo o número na pilha de mortos crescer
Se da terra o homem veio
É pra lá que ele vai retornar
Tenho esperança
De viver
Dias melhores
Sem se odiar
Mas, por hora
Eu espero que
Todos vocês
Morram