Rio Itapecuru

Guil Barbosa

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    Eu vou pedir para o divino
    Não descuidar do destino
    Do meu Itapicuru
    Ele é despretensioso
    Mata a sede do povo
    Da vida aos saguirus

    Suas águas cristalinas
    Fertilizam às campinas
    Molham minha plantação
    Os homens cheios de maldade
    Dele não tem piedade
    Causam-lhe destruição

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    Meu rio para eu não chorar
    Corra, se esconda no mar
    Suma nesta imensidão
    Jamais quero ver você
    Morto igual ao Tietê
    Potrificado no chão

    Oh, meu Senhor do Bonfim
    Interceda a Deus por mim
    Os rios são como crianças
    Se um dia meu rio morrer
    Senhor, você pode crer
    Morre também minha infância

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    Composición: Guil Barbosa

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