A Alma é o Céu do Avesso

Gustavo Teixeira

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    A alma é o céu do avesso
    Boleando assim desse jeito
    Nunca se soube a palavra
    E o pretexto de que é feito

    Este céu o onde a vida
    Se espelha, mas não reflete
    Tem luas claras e estrelas
    E é escuro quando promete

    O céu se veste de nuvem
    Prá ter inteira noção
    De ser a alma encontida
    E talvez a própria intenção

    De sérum claro destino
    De ser retorno e começo
    E parecer como a alma
    Mesmo estando do avesso

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    A alma é indivisível
    E se agranda frente ao vento
    É o princípio de tudo
    Da razão ao pensamento

    Por isso que vejo assim
    Um céu imenso vazio
    Pois o que está aos meus olhos
    A alma mesmo não viu

    Quem olha o céu se encanta
    Com a grandeza que tem
    Perde muito aqui na terra
    De encartar-se também

    Alma sempre nos guia
    E por seu tempo persiste
    Prá quem é feito de vida
    E tudo que nela existe

    A alma e o céu são distintos
    E sobrevivem sozinhos
    Mas se aproximam bastante
    Se a morte aponta o caminho

    Por isso que às avessas
    O céu ainda parece igual
    Vive da luz que nos cerca
    Do eterno e do atemporal

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