A Lágrima do Toro

Gustavo Teixeira

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    Terá a lágrima, a força
    Da aspa do mesmo toro
    Do sangue encarnado o couro
    Do casco que abre a cova
    Da fúria que se renova
    A cada abano de pala
    Ou do silêncio que cala
    No escuro da lua nova!

    Terá a lágrima, a alma
    Do berro de um toro alçado
    Do mesmo, a um céu estrelado
    Em outra noite charrua
    Que bebe claros de lua
    Na restinga que se adona
    E apronta uma vaquilhona
    Num rincão de pampa crua!

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    Tem a lágrima, o feitiço
    Que encanta e que desencanta
    A todo o mal que se planta
    Com ferro ou com desaforo
    Portanto a gota de ouro
    Que tiene un color de plata
    Traz um pranto que se desata
    Pela lágrima do toro!

    Terá a lágrima, a essência
    De salmora curandera
    Uma alquimia campera
    Que na raiva se despeja
    E a fúria, que então flameja
    Aos poucos desaparece
    E todo o quadro enternece
    Quando o toro lagrimeja!

    Talvez só tenha uma lágrima
    Bem mais triste e mais sentida
    De quando o adeus da partida
    Vem com a mágoa, em conchavo
    Deixando no peito um clavo
    E no lindo rosto moreno
    Uma gota de sereno
    Qual lágrima de toro bravo!

    Información de la canción

    Composición: Rogério Ávila y Juliano Gomes

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