Um Taura de Antanho

Halber Lopes e Jarbas Nadal

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    Chapéu de “paia” trançado com jerivá
    E um chiripá tecido de lã de alpaca
    Um bom tordilho de laçar touro em perau
    E um balandrau tapando o cabo da faca

    Um charque gordo forrando o dorso do basto
    Canha pra o gasto pendurada numa guampa
    Vão na garupa panela, trempe e cambona
    E a lona de cotunina pra “sombreá” onde se acampa

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    É um tebano do tempo da “lei do borge”
    É um “são jorge” que restou dos ancestrais
    É um torena pra atirar com boleadeira
    É uma bandeira mastreada por ideais

    É um índio taura criado em beira de mato
    É um vaqueano conhecedor dos perigos
    Nas suas faces as marcas brabas do tempo
    Ao trote lento, com rudes gestos de amigo

    É um “biriva” mesclado com algum “tapuia”
    Tem com de cuia, melena farta trançada
    A barba grande, branquicenta pelos anos
    Cimbrando anseios pra sua alma cansada

    Información de la canción

    Composición: Francisco Espenosse

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