Mini Hulk e o Palhaço Caçarola

Heitor Balduino

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    Mini Hulk, mente de aço
    Pé pequeno, passo largo
    Na viela rindo alto, sonho grande em corpo raro
    Ele estudava em boteco, caderno sujo de café
    Equação riscada em guardanapo: Um dia ele vai me ver
    Palhaço Caçarola na TV pintando o riso em madrugada
    Mini Hulk na frente da tela gritando: Esse é meu camarada

    Mini Hulk, coração em metal
    Corre pro circo, destino brutal
    Motor rugindo, pressa demais
    No cruzamento ele nunca volta atrás

    Mini Hulk, luz verde no ar
    Corpo tão frágil, mente nuclear
    Quando a curva vira pedra e punhal
    O show termina em silêncio final
    As luzes giram, tudo lento, o capacete risca o chão
    Echoando o último pensamento: Ainda vou apertar sua mão

    Lá longe, Pililiu na calçada
    Olho frio, bolso vazio
    Segue o rastro até a lona onde o riso vira arrepio
    Camarim cheira a tinta, peruca velha, flor de papel
    Caçarola canta sozinho, nem imagina o gosto do céu

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    Mini Hulk, coração em metal
    Corre pro circo, destino brutal
    Motor rugindo, pressa demais
    No cruzamento ele nunca volta atrás

    Mini Hulk, luz verde no ar
    Corpo tão frágil, mente nuclear
    Quando a curva vira pedra e punhal
    O show termina em silêncio

    Pililiu invade em silêncio, lâmina escondida na manga
    O riso para, o tempo estanca
    A plateia grita, a lona sangra
    Golpe seco, maquiagem cai, a flor no peito não espirra mais
    Palhaço Caçarola olha pro alto: Garoto, será que você me trai?

    De repente, branco sem som
    Nem motor, nem multidão
    Mini Hulk abre os olhos, pisando nuvem, segurando a razão
    Lá na beira de um arco-íris, um palhaço senta de cara lavada
    Você, caçarola? Você, minha risada?

    Mini Hulk, coração em metal
    Agora descansa num palco imortal
    Céu se abre, nada é igual
    Ídolo e fã no mesmo portal

    Mini Hulk, sorriso leal
    Palhaço abraça o seu final
    Do outro lado do bem e do mal
    O show recomeça então celestial
    Pequeno Titã, caçarola rindo além do amanhã

    A vida corta, o ferro enferruja
    Mas encontro nenhum se refuga

    Song details

    Composition: Heitor Balduino

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