Entre Séculos e Saudade - Frieren

Hoss Final

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    Eu vivi tempo demais para não contar
    Dias passavam sem me tocar
    Ganhei batalhas, perdi sinais
    Não percebi o valor dos finais

    Enquanto riam, brindavam, sorriam, eu observava, achava que entendia
    Para mim era só mais uma missão, para eles era a vida em combustão
    Ele me falava olhando o céu, como quem já sabia o papel
    Eu respondia: O tempo é longo, mas o dele acabou primeiro e o meu não
    Quando ele partiu, tudo mudou
    O mundo seguiu, mas o meu travou
    Voltei aos lugares que a gente passou, tudo igual menos quem ficou

    Eu sobrevivi a eras inteiras
    Mas não ao tempo entre nós
    O mundo morre, o mundo recomeça, e a saudade nunca perde a voz
    Eu vivi séculos sem pressa
    Agora entendo o que perdi
    O tempo não dói quando passa
    Dói quando eu aprendi

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    Flamme me dizia para observar
    Os humanos antes de julgar
    Eu ouvi, mas não entendi
    Achei que o sentido podia esperar para depois de existir
    Eles vivem pouco, mas vivem de vez
    Cada segundo vale mais que cem
    Eu vivi demais para perceber que a eternidade não me ensina a viver

    Cada vila guarda uma memória, cada rosto carrega a história
    Não é tristeza, é compreensão
    Sentir tarde demais também é lição
    Agora eu ando mais devagar, não para esperar, para ficar
    Porque lembrar é resistir
    E ficar também é agir

    Eu sobrevivi a eras inteiras
    Mas não ao tempo entre nós
    Se o mundo acaba em silêncio
    Eu carrego o que restou da voz

    Talvez viver para sempre
    Não seja um dom
    É aprender a sentir
    Antes que tudo vá embora

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