Ilex Paraguariensis

Humberto Gessinger

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    Hoje eu acordei mais cedo
    Tomei sozinho o chimarrão
    Procurei a noite na memória... procurei em vão
    Hoje eu acordei mais leve (nem li o jornal)
    Tudo deve estar suspenso... nada deve pesar
    Já vivi tanta coisa, tenho tantas a viver
    Tô no meio da estrada e nenhuma derrota vai me vencer
    Hoje eu acordei livre: não devo nada a ninguém
    Não há nada que me prenda

    Ainda era noite, esperei o dia amanhecer
    Como quem aquece a água sem deixar ferver
    Hoje eu acordei, agora eu sei viver no escuro
    Até que a chama se acenda
    Verde... quente... erva... ventre... dentro... entranhas
    Mate amargo noite adentro estrada estranha

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    Nunca me deram mole, não (melhor assim)
    Não sou a fim de pactuar (sai pra lá)
    Se pensam que tenho as mãos vazias e frias (melhor assim)
    Se pensam que as minhas mãos estão presas (surpresa)

    Mãos e coração, livres e quentes: chimarrão e leveza
    Mãos e coração, livres e quentes: chimarrão e leveza

    ... ilex paraguariensis...
    ... ilex paraguariensis...

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