Salgueiro de Corpo Fechado

Igor Sorriso

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    Prepara o alguidar acende a vela
    Firma ponto ao sentinela, pede a bênção pra vovô
    Faz a cruz e risca a pemba
    Que chegou Exu pimenta e a falange de Xangô
    Tem erva pra defumar, carrego o meu patuá
    Adorei as almas que conduzem meu caminho
    Ê Mojubá, Marabô, invoque a Lua
    Que o povo da encruza não vai me deixar sozinho
    Sou herança dos Malês, bom mandingo e arisco
    Uso a pedra de corisco pra blindar meu dia a dia
    No tacho arruda e alecrim, ô ô ô!
    Bala de chumbo contra toda covardia

    Tenho a fé que habita o sertão de Lampião, o cangaceiro
    Feito moreno eu vou viver
    Mais de cem anos no meu Salgueiro

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    Sou espinho qual fulô de Macambira
    Olho gordo não me alcança
    Ante o mal a pajelança pra curar
    Sempre há uma reza pra salvar
    O nó desata, liberdade pela mata
    E os mistérios do axé, meu candomblé
    Derruba o inimigo um por um
    Eu levo fé no poder do meu contra Egum
    Salve seu Zé, que alumia nosso morro
    Estende o chapéu a quem pede socorro
    Vermelho e branco no linho trajado
    Sou eu, malandragem de corpo fechado

    Macumbeiro, mandingueiro, batizado no gongá
    Quem tem medo de quiumba, não nasceu pra demandar
    Meu terreiro é a casa da mandinga
    Quem se mete com o Salgueiro acerta as contas na curimba

    Song details

    Composition: Pedrinho Da Flor, Xande de Pilares, W Correa, Renato Galante, Leonardo Gallo, Jefferson Oliveira, Jassa, Betinho De Pilares, Miguel Dibo, and Jorginho Via 13

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