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    Mostraram-me um dia, na roça, dançando
    Mestiça, formosa, de olhar azougado
    Um lenço de cores nos seios cruzado
    Nos lobos da orelha, pingentes de prata
    Que viva a mulata, por ela o feitor
    Diziam que andava perdido de amor
    Diziam que andava perdido de amor

    Um pobre mascate, que em noites de Lua
    Cantava modinhas, lundus magoados
    Amando a faceira dos olhos rasgados
    Ousou confessar-lhe, com voz timorata
    Amaste, oh! Mulata
    E o pobre feitor chorava nas sombras perdido de amor
    Chorava nas sombras perdido de amor

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    Um dia encontraram na escura senzala
    O catre da bela mucama vazia
    Embalde recordam pirogas no rio
    Embalde a procura nas sombras da mata
    Fugira a mulata
    E o pobre feitor se foi definhando, perdido de amor
    Se foi definhando, perdido de amor

    Información de la canción

    Composición: Goncalves Crespo

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