NOSSA FINITUDE

Israel Soler

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    O mundo já não basta em si
    Ele quer me devorar
    Ele, o mundo, comporta-se
    Como um bicho feroz, sedento e faminto
    Eu já não basto em mim
    E tento devorá-lo, também
    Mas sou tragado
    Como a parreira lambida pelo fogo

    Assim, deixo-me ser consumido
    Pois não há porque lutar
    Pois tudo, é o que é!
    Já percebeu que a força do destino
    Que pensamos estar em nossas mãos
    É um pêndulo, como uma mão
    Que balança o berço?
    Já percebeu que precisamos de fatores externos para cumprirmos algo
    E que existe em nós uma força interna
    E o desejo de cumprir algo?

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    Já parou para pensar por que as coisas acontecem?
    E como surgem as boas e más ideias
    E as situações?

    De certa forma
    Muitos pensam que dominam a própria vida
    Sendo que há fatores
    Que sempre nos desapontam em todo momento
    Em que somos devorados
    Todos os dias por uma grande força motriz invisível
    Sem nos darmos conta da finitude
    Que existe de tudo que pensamos entender

    Em algum lugar no espaço-tempo
    Onde o tempo se dobra, na sua infinitude
    Pode ser que exista um eu, um você
    Tentando alinhar a cronologia do tempo
    Para que as coisas por aqui progridam
    Da melhor maneira possível
    E que o destino realmente faça jus a seu ofício
    E que tenhamos a bênção dos deuses
    Como sorte

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    Composition: Israel Soler

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