Crioula

Ita Cunha

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    Criola de limpar banco
    Floreada em botão d'uma oito soco
    Que o barro das bota' do negro Timiano
    Se solta e se espalha marcando o tranco

    Criola de noite linda
    De toda boca, bem bordoneada
    Que atiça o gosto da canha
    E garante romance, bem compassada

    Criola com cheiro de terra
    De poeira, mangueira e perfume de China
    É o bruto folclore que bem permanece
    Não'algum galpãozito pra diante das vila

    Vanera, vanera
    Que, agora, embuçalo e te tapo de doma
    Vanera, vanera
    É a alma do baile, e assim, te batizo: Criola

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    Vanera, vanera
    Que, agora, embuçalo e te tapo de doma
    Vanera, vanera
    É a alma do baile, e assim, te batizo: Criola

    Criola de limpar banco
    Que escoro e que canto, pachola, me rindo
    E os pares bailando num chão desparelho
    Tempo enfumaçado, quadro bem lindo

    Criola com cheiro de terra
    Que assim se avanéra e se ergue num grito
    Resgate que peala o progresso
    Retrato antigo de um baile bonito

    Criola com cheiro de terra
    De poeira, mangueira e perfume de China
    É o bruto folclore que bem permanece
    Não'algum galpãozito pra diante das vila

    Vanera, vanera
    Que agora, embuçalo e te tapo de doma
    Vanera, vanera
    É a alma do baile, e assim, te batizo: Criola

    Vanera, vanera
    Que agora, embuçalo e te tapo de doma
    Vanera, vanera
    É a alma do baile, e assim, te batizo: Criola

    Vanera é a alma do baile
    E, assim, te batizo: Criola
    Vanera é a alma do baile
    E, assim, te batizo: Criola

    Información de la canción

    Composición: Rafael Ferreira

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