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    Soa ainda em meus ouvidos um rangido de porteira
    E essa dor tão atrevida que hoje é minha companheira
    Quando penso que partiu, vem de volta sorrateira

    A lembrança de um caboclo chega assim dessa maneira
    Que saudade sai do peito, não encontra mais barreira
    Tal a água quando encontra um rumo na ribanceira

    E é por isso, que lá eu penso em voltar
    Eu sempre sonho com isso, pena que ainda não dá
    Vou fazer isso quando tudo melhorar

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    A memória é um espelho com imagens tão brejeiras
    Minha infância retratada com as nossas brincadeiras
    O balanço pendurado lá no galho da mangueira

    Lembro do meu velho pai quando tangia as leiteiras
    No curral que ali havia tinha um pé de cerejeira
    Foi dali que tenho em mim, esse som que não tem fim
    Do rangido da porteira

    E é por isso, que lá eu penso em voltar
    Eu sempre sonho com isso, pena que ainda não dá
    Vou fazer isso quando tudo melhorar

    Song details

    Composition: Julio Cesar and Ivan Souza

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