Gerações de Carreiro

Ivan Souza

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    Revirando os pertences no velho baú
    De coisas antigas que tenho guardado,
    Meu filho encontrou em meio aos papéis
    O velho retrato, já tão desgastado
    Pegando nas mãos esta fotografia
    Senti reviver todos meus sentimentos,
    Lembrando o passado naquele instante
    Parece às horas voltarem no tempo,

    Na foto um formão eu pude distinguir
    Serrote, a enxó, e um velho machado,
    Ao lado de um tronco de jacarandá
    O marcado semblante de alguém já cansado,
    Falei ao meu filho das minhas origens
    Histórias dos tempos dos meus ancestrais,
    De que meu avô tinha sido carreiro
    No solo sagrado de minas gerais,

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    Talhava em madeira as peças do carro
    Ofício que um dia ensinou a meu pai,
    Deixando pra trás incontáveis montanhas
    Rumando ao vizinho estado de goiás,
    A mudança arrumada na mesa do carro
    As rodas pesadas cortando a estrada,
    Trazendo gravada a lembrança na mente
    Saudades daquela antiga morada

    Eu levo nas veias herança passada
    De quem preservou a nossa tradição,
    E com propriedade ensino ao meu filho
    O que foi o canzil, fueiro e o cambão,
    A canga por sobre o pescoço dos bois
    O chumaço fazendo o eixo cantar,
    Que conte ao meu neto um dia essa saga
    Quando para o céu, nosso pai me levar!

    Que conte ao meu neto um dia essa saga
    Quando para o céu, nosso pai me levar!

    Información de la canción

    Composición: Ivan Souza y J. Cesar

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