Marcha (part. Zezé Crist)

Iveth

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    Dez anos depois do convite
    Vivemos a fúria do COVID
    O mundo ao avesso, um novo começo
    Rezas ao terço ou à Afrodite?
    Levanto a cabeça, joelhos no chão
    Lágrimas e prantos em ebolição
    Mão na cabeça, cabeça na mão?
    Perguntas que jazem no assombro de um vulcão
    Será que vês o que vejo? Normalizam o anormal
    Será que vês o que vejo? Ganância e seu instinto animal
    Corrói o tecido social, será que vês o que vejo?
    Com o álcool distraem a juventude
    Com desemprego despistam sua maior virtude
    Promovem boladas em magnitude
    E aniquilam o então sonho da negritude

    Em marcha, seguiremos
    Ooh, oh em marcha alcançaremos liberdade
    Em marcha venceremos
    Ooh, oh em marcha, alcançaremos liberdade

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    O sonho de Nkurumah e demais, que ficou pelos anais
    Da história que olvidais
    Há uma pobreza que enriquece
    Nobreza que te esquece, atente aos sinais
    Se levantas e dizes o que não se diz
    Perdes emprego, família por dizer o que não se diz
    Colocam-te na lista que que já prediz
    Se será epilepsia o que a necrópsia já bem diz
    Será que existe liberdade se não tens liberdade
    De escolher em liberdade o que te liberta?
    Quando optas por liberdade, libertam brutalidade
    Tamanha barbaridade-fique alerta
    E para que os filhos dos meus filhos
    E os filhos que tiverem os filhos dos meus filhos
    Saibam que babalazamos, nós kumbaliwamos
    Nós tombamos, levantamos, lá chegamos, nós marchamos

    Vencer em marcha
    Liberdade em marcha

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