Dez anos depois do convite Vivemos a fúria do COVID O mundo ao avesso, um novo começo Rezas ao terço ou à Afrodite? Levanto a cabeça, joelhos no chão Lágrimas e prantos em ebolição Mão na cabeça, cabeça na mão? Perguntas que jazem no assombro de um vulcão Será que vês o que vejo? Normalizam o anormal Será que vês o que vejo? Ganância e seu instinto animal Corrói o tecido social, será que vês o que vejo? Com o álcool distraem a juventude Com desemprego despistam sua maior virtude Promovem boladas em magnitude E aniquilam o então sonho da negritude Em marcha, seguiremos Ooh, oh em marcha alcançaremos liberdade Em marcha venceremos Ooh, oh em marcha, alcançaremos liberdade O sonho de Nkurumah e demais, que ficou pelos anais Da história que olvidais Há uma pobreza que enriquece Nobreza que te esquece, atente aos sinais Se levantas e dizes o que não se diz Perdes emprego, família por dizer o que não se diz Colocam-te na lista que que já prediz Se será epilepsia o que a necrópsia já bem diz Será que existe liberdade se não tens liberdade De escolher em liberdade o que te liberta? Quando optas por liberdade, libertam brutalidade Tamanha barbaridade-fique alerta E para que os filhos dos meus filhos E os filhos que tiverem os filhos dos meus filhos Saibam que babalazamos, nós kumbaliwamos Nós tombamos, levantamos, lá chegamos, nós marchamos Vencer em marcha Liberdade em marcha