Dívida de Sangue - A Clemencia É o Freio

J. Sollo

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    Poeira alta no retrovisor
    O arrebol de Minas sangra o céu
    Eu sigo a marcha sem o favor do destino
    Amargo como o fel

    O atoleiro que a vida impõe
    A chuva que engole o que restou
    Entre o ferro frio e a honra que compõe
    A dívida que o tempo não apagou

    Não é o sangue que limpa a sujeira do caminho
    É a escolha de baixar a guarda no escuro, o desalinho
    Pois no fundo do peito, a lição de quem ensinou o bem
    Matar é o peso que o covarde carrega
    E eu não levo esse trem

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    Zequinha esperava
    Olhar de brasa num balcão de beira de estrada
    O vulto trôpego, a sombra ecoa a sombra que não desabava
    A mágoa mal curada
    Pisei seu pé ou foi o azar
    Que guiou o encontro desse cão?
    O metal frio, a fronte que gelou
    A fronte que gelou, a mão que hesitou na interrupção

    Hoje a cratera abriu no meio do barro, o buraco
    Que quase levou a vida, o Juba parado, no rosto o estrago
    A carne ferida e a partida esquecida
    Quem estende a mão num momento de dor
    Não busca o troco, a gratidão
    O inimigo de outrora hoje é o salvador
    Descendo A Paz na solidão

    O centro da cidade, o movimento que gira o caminhão a não tombar
    (Vaza com esse galo pra mais tombar)

    Información de la canción

    Composición: Jorge Costa

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