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    Uma vez fiz um brinquedo no terreiro de uma venda
    Topei um cara marrudo, capataz de uma fazenda
    Nesse dia eu dei pancada que nem ferreiro na tenda
    Nasci na zona da mata, valentão pra mim é lenda

    Eu disse assim pro sujeito: A camisa nós emenda
    Meu laço tá na cintura, não é pra cortar merenda
    Minha faca corta e fura, mandei fazer de encomenda
    Os talhos que eu dou com ela não tem doutor que remenda

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    Ele virou parafuso, eu virei chave de fenda
    Fiz ele passar espremido que nem cana na moenda
    Nesse dia fui tesoura, entrei gostoso na renda
    Quem tiver amor na vida, que do meu lado não penda

    Uma donzela me vendo da janela da vivenda
    Papai, corra aqui depressa, vem ver que briga tremenda
    Tô brigando e tô falando pra aquela bonita prenda
    Pra vida não tô ligando, não quero que me defenda

    Se eu daqui sair com vida, a polícia que me prenda
    Se eu morrer nesse combate, não quero que vela acenda
    Pra quem lê um pingo é letra, espero que me compreenda
    Quem tá no braço da viola foi quem venceu a contenda

    Song details

    Composition: Lourival dos Santos and Zé Batuta

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