Carro e Carreiro

Jad e Jefferson

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    Carro de boi na sucata do destino
    Você é o ouro fino, polegar da minha mão
    Sua cantiga sua marca registrada
    Privilégio da estrada, patrimônio do sertão
    A sua mesa machucada pelos fueiros
    E o toque do carreiro com a vara de ferrão
    Ao cabeçalho prende a canga que perdeu
    O mugido que prendeu, pra deixar rastros no chão

    Esteira verde, laço, corda, boi boiada
    Uma rede pendurada, balançando no meu ser
    Carro e carreiro, curva, serra, chão caminho
    No ranchão estão juntinhos definhando até morrer

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    Carro do boi da cartilha da infância
    Num sotaque de criança, foi gigante sem saber
    Deixei o lápis, fiz a vara de ferrão
    Espetei minha emoção, quando vim lhe conhecer
    Porém agora machucado pelos fueiros
    Lá se vão carro e carreiro, pra sucata sem querer
    Carro de boi por favor me empreste a mesa
    Quero por minha pobreza, e depois lhe agradecer

    Esteira verde, laço, corda, boi boiada
    Uma rede pendurada, balançando no meu ser
    Carro e carreiro, curva, serra, chão caminho
    No ranchão estão juntinhos definhando até morrer

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