Memórias Em Cruz

Jadir Oliveira

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    A cruz cravada no chão
    Assistiu solita e calada
    A Pátria sendo formada
    E sua evolução
    Quando tronou o canhão
    A nação estremeceu
    Santa Cruz não pereceu
    Para que o futuro soubesse
    Porque o índio padece
    O pouco que não morreu

    Quem sabe até foi trincheira
    De um mercenário tirano
    Que matou algum hermano
    Numa mirada certeira
    Na capital missioneira
    Como se inimiga fosse
    Mas a cruz nunca curvou-se
    Até hoje está altiva
    Mantendo a memória viva
    De um povo que dizimou-se

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    Quando o sol numa centelha
    Por entre seus braços vara
    A sombra espicha, dispara
    Deita na terra vermelha
    Como alguém que se ajoelha
    Meditando numa reza
    Pedindo à terra que preza
    Que nunca mais se repita
    Aquela guerra maldita
    Com morte, o que mais despreza

    De pedra fria é a cruz
    Solita lá no relento
    Ouve no assobio do vento
    Quando a noite engole a luz
    Voz do povo de Jesus
    Que morreu por ter querência
    E por ela uma consciência
    De não deixá-la por nada
    Ficou só a cruz plantada
    Pra toda a nossa existência

    Quem somente pedra vê
    Tem no peito uma frieza
    Vivendo na incerteza
    Sequer em seu mundo crê
    Não tem consciência nem lê
    Em livro jamais escrito
    No verso menos bonito
    Que não ganhou corredor
    Só a voz de um pajador
    Que guitarreia solito

    Información de la canción

    Composición: Paulo de Freitas Mendonça y Luiz Marenco

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