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    Um touro escavando terra
    Num pelado de rodeio
    Arma-se um temporal feio
    Tal qual um tendeu de guerra
    O céu encosta na serra
    Mostrando um negror profundo
    Um raio em um segundo
    Rasga o céu sem direção
    E a garganta de um trovão
    Parece engolir o mundo

    A bicharada se escapa
    Da fúria do aguaceiro
    Uma gateada com cria
    Busca o galpão do potreiro
    E a brazina tambeira
    Se planta junto à porteira
    Berra chamando o terneiro

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    Uma garça solitária
    Que se desgarrou do bando
    Voa procurando pouso
    Sumindo de vez em quando
    Num vôo silente e rasteiro
    Tal qual um barco costeiro
    Camuflando um contrabando

    A chuvarada desaba
    Inundando o pastiçal
    E o vento, senhor dos campos,
    Vai cimbrando o pajonal
    Na sabença dos antigos
    A fúria de um temporal
    São bênçãos santas do céu
    Lavando a Terra do mal

    Depois que passa a enxurrada
    Toda a natureza muda
    Até as nuvens barrigudas
    Já se dispersam delgadas
    O espelho das aguadas
    Borda-se de chuvisqueiro
    O arco-íris inteiro
    Quando o sol vem ressurgindo
    Molda o quadro mais lindo
    Que Deus pintou pra um campeiro

    Información de la canción

    Composición: Jadir Oliveira y Marco Barbosa

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