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    Da casa grande ao galpão
    Entre a quinta e o arvoredo
    Harmonizaram um segredo
    Contrariando a razão

    O amor negou o fato
    De o domador ser mulato
    E ela filha do patrão

    No passo da primavera
    O pecado escondido
    Avolumou o vestido
    Da sianinha linda flor

    Movido pela desonra
    Três almas foram compradas
    Bem na boca da picada
    Tocaiaram o domador

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    (refrão)
    Negou render-se ao silêncio
    Refirmando a palavra
    Terciando o cabo da adaga
    Peleando com os três mandados

    E o patrão ali plantado
    Quando o mulato tombou
    Lastimado murmurou
    Que a morte seja bem vida
    Pois não tem morte mais linda,
    Do que morrer por amor

    O sopro do fim de tarde
    O vento parece dedos
    Acariciando em sossego
    A melena do pecado

    Brincando sempre calado
    Na sombra do arvoredo
    Parece ouvir segredos
    Que o tempo nunca contou

    E nem ele faz esquecer
    Da sombra do mesmo ipê
    Que a sianinha se enforcou

    (refrão)

    Información de la canción

    Composición: Jairo Fernandes y Paulo Garcia

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