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    Busquei pra sinuelo um sonho carancho
    Que rondou meu rancho pelas invernias
    E as tardes vazias trocaram de rumos
    Num mate lobuno na sala vazia

    Eu vejo e pressinto teus olhos luzeiros
    Um par de candeeiros no breu da saudade
    E louca ansiedade de tê-la comigo
    Meu sonho de abrigo na flor da idade

    Um sol renegado se avança pro mundo
    Solito me afundo num gole do amargo
    E estes campos largos te esperam silentes
    Num mate que é quente, no apego que trago

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    Meu rancho tapera com sede de vida
    Curando as feridas das longas esperas
    Retinas que buscam ao longo da estrada
    A tua chegada, minha primavera

    Quem sabe algum dia te veja chegando
    Num flete escarceando, na tarde que parte
    Remonto meu mate pra cantar milongas
    E o mate se alonga no calor do catre

    Se acaso o destino não me der esta sorte
    Buscarei o meu norte na razão da estrada
    Não quero morada, nem várzea pra lida
    Serei só partida pro mundo e mais nada.

    Song details

    Composition: Jairo Fernandes

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