Planeta Água

Jamérico Garcia

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    Água que nasce na fonte serena do mundo
    E que abre um profundo grotão
    Água que faz inocente riacho e deságua na corrente do ribeirão
    Águas escuras dos rios que levam a fertilidade ao sertão
    Águas que banham aldeias e matam a sede da população
    Águas que caem das pedras no véu das cascatas, ronco de trovão
    E depois dormem tranquilas no leito dos lagos, no leito dos lagos

    Água dos igarapés, onde Iara, a mãe d'água é misteriosa canção
    Água que o sol evapora, pro céu vai embora, virar nuvem de algodão
    Gotas de água da chuva, alegre arco-íris sobre a plantação
    Gotas de água da chuva, tão tristes, são lágrimas na inundação
    Águas que movem moinhos são as mesmas águas que encharcam o chão
    E sempre voltam humildes pro fundo da terra, pro fundo da terra

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    Terra, planeta água, Terra, planeta água, Terra, planeta água

    Água que nasce na fonte serena do mundo
    E que abre um profundo grotão
    Água que faz inocente riacho e deságua na corrente do ribeirão
    Águas escuras dos rios que levam a fertilidade ao sertão
    Águas que banham aldeias e matam a sede da população
    Águas que movem moinhos são as mesmas águas que encharcam o chão
    E sempre voltam humildes pro fundo da terra, pro fundo da terra
    Terra, planeta água, Terra, planeta água, Terra, planeta água

    Terra, planeta água, Terra, planeta água, Terra planeta água

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