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    Recrutando a potrada
    corro as varas da mangueira.
    No bate patas do campo,
    só ficam vultos e poeira!
    São gritos de vamo-cavalo
    toca-toca, êra-êra...

    Entre potros que amansei,
    Que sentei meu lombilho,
    Foram baios e ruanos, sebrunos e douradilhos,
    Já amaciei muitos tubianos, alazão, preto e tordilho,
    De vinagre até um negro, todos os pêlos eu encilho,
    Gateados e lobunos, zainos também domei,
    Um rosilho prateado em malacaras andei.

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    São gritos de bamo-cavalo
    toca-toca, êra-êra...
    São gritos de bamo-cavalo
    toca-toca, êra-êra...

    Arrucinei um bragado,
    Um oveiro negro, um rosado
    Um chita, um branco ou melado.
    Um picaço pata branca,
    Que por sinal desconfiado,
    Especial baio-gateado,
    Que nunca deixou-me a pé,
    Um tostado bico branco,
    Trotiei muito em pangaré,
    Um colorado cabano,
    Um azulego mui feio,
    Que às vezes em volta do rancho
    Deixava mascando o freio
    Só me falta o potro mouro
    Para sentar meus arreios.

    São gritos de bamo-cavalo
    toca-toca, êra-êra...
    São gritos de bamo-cavalo
    toca-toca, êra-êra...

    Song details

    Composition: Gaspar Machado, Jose Claudio Machado, and Fabio Luis De O.rosa

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