Coplas de Viramundo

João Luiz Corrêa

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    Pra quem não sabe como andejo me apresento
    Arrocinado no mundo destino e mala nos tentos
    Deste meu jeito trago a querência marcada
    Gadelhuda e basteriada marca véia que eu sustento

    Conheço o vento pelo sopro donde vem
    E a cara do calaveira quando não vale um vintém
    Sempre foi gosto pra carreiras de domingo
    Encilhar o melhor pingo com semblante de monarca

    E se o bochincho descambar para algum rancho
    Nem que seja de carancho me entrevero na fuzarca

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    Quando eu me apeio num bolicho de campanha
    Pra lotar frasco de canha e me benzer na pulperia
    Sigo alarife pra cabeceira da taba
    E a alma velha se lava vendo a sorte que me espia

    Ninguém me ganha no grito ninguém me aperta
    Que na hora da lambança abro picada na certa
    E assim por diante chapéu torto e satisfeito
    Pouco sei dos meus direitos e que me importa o delegado

    Surrando a vida e a cara destes ventenas
    Não dou asas nazarenas pra bagual de lombo arcado

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