Parando Rodeio

João Luiz Corrêa

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    Vinha parando rodeio
    Costeando a ponta do mato
    De pingo alçado no freio
    Lanhado a unha de gato
    Chapéu meio desabado
    De esvoaçar pelos atalhos
    E o pala véio esfiapado
    Soltando a franja nos galhos
    Quando pego o sol dormindo
    De riba dos meus arreio
    O dia pôr caborteiro
    Na paleta eu esporeio

    Sou um campeiro do Rio Grande
    Vivo entre a terra e o céu
    Moro dentro do meu poncho
    Debaixo do meu chapéu

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    Pois a casco de cavalo
    Faço o tempo escorrer a tinta
    Tirando o zebu do mato
    A grito e a berro de trinta
    O índio tem que ser rude
    Para aguentar o tirão
    E pôr mais que o tempo mude
    Não muda a lida do peão
    Nisso refuga o sinuelo
    Um aspa torta sozinho
    E o meu cusco companheiro
    Sai pegando no focinho

    Sou um campeiro do Rio Grande
    Vivo entre a terra e o céu
    Moro dentro do meu poncho
    Debaixo do meu chapéu

    Levo a ponta despacito
    Pra cruzar o rio a nado
    Que a tropa na correnteza
    Forceja pro outro lado
    A tropa se vai bufando
    Com o focinho de fora
    E eu empurrando a culatra
    Só de sombreio e espora
    Quando pego o sol dormindo
    De riba dos meus arreio
    O dia pôr caborteiro
    Na paleta eu esporeio

    Información de la canción

    Composición: Walter Morais, Joao Sampaio y Volmir Dutra

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