Nelore Valente
João Paulo e Daniel
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Tono:
[Intro] CG Na fazenda que eu nasciC Vovô era retireiroG Em criança eu aprendiC Prender o gado leiteiroF Um dia de manhãzinhaC Vejam só que desesperoG Tinha um bezerro doenteC E a ordem do fazendeiroF Mate logo este animalG C E desinfete o mangueiroG Se essa a doença espalharF G Poderá contaminarC O meu rebanho inteiroG Eu notei o que meu avôC Ficou bastante abatidoG Por ter que sacrificarC O animal recém-nascidoF Nas lágrimas do seus olhosC Eu entendi seu pedidoG Pus o bichinho nos braçosC Levei pra casa escondidoF Com ervas e benzimentosContinúa después del anuncioG C Seu caso foi resolvidoG Com carinho eu lhe tratavaF G E o leite que o patrão davaC Com ele era divididoG Quando o fazendeiro soubeC Chamou o meu avozinhoG Disse você foi teimosoC Não matando o bezerrinhoF Vai deixar minha fazendaC Amanhã logo cedinhoG Aquilo feriu vovôC Como uma chaga de espinhoF Mas há sempre alguém no mundoG C Que nos dá algum carinhoG E sem grande sacrifícioF G Vovô arrunmou serviçoC Ali no sítio vizinhoG Em pouco tempo o bezerroC Já era um boi eradoG Bonito, forte, troncudoC Mansinho e muito ensinadoF Automóvel do atoleiroC Ele tirava aos punhadosG Por isso na redondezaC Ficou bastante afamadoF Até que um dia, à noitinhaG C Um homem desesperadoG Gritou pedindo socorroF G Seu carro caiu no morroC Seu filho estava prensadoG O carro da ribanceiraC O boi conseguiu tirarG O menino estava vivoC Seu pai disse a soluçarF Qualquer que seja a quantiaC Este boi eu vou comprarG Eu disse ele não tem preçoC A razão vou lhe explicarF A bondade do vovôG C Veio seu filho salvarG Esse nelore valenteF G É o bezerrinho doenteC Que o senhor mandou matar