Catedral

Joca Martins

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    Também - de pedra - meu cantar não se termina
    Caído ao solo beijo a terra e escrevo a sina
    Terra vermelha é minha cor no arrebol
    Pois tenho sol no sangue em paz que me ilumina.

    Também, de bronze, estou de joelhos catedral
    No pedestal que cala os sinos, faço prece
    Quem não merece - a terra em si - terá perdão
    Pois gratidão a vida tem e nunca esquece

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    Seguem aqui ruinas índias e horizontes,
    Bebendo a fonte do silêncio natural
    Senti teu cheiro, mãe divina, em berço livre
    Hoje o que eu tive foi tua benção, catedral

    Seguem aqui, hoje emplumados guaranis
    No bem-te-vi, no joão-barreiro e entre os guardiões
    Querendo sempre querer mais o quero-quero
    Sei o que espero e busco, aqui, muitos perdões

    Também de vento estou soprando - em ti - templário
    No pedestal que fala o tempo a crosta esquece,
    Ouvindo os prantos que derramam tua imagem
    Achei coragem e sou guardião com pena e em prece

    Información de la canción

    Composición: Lisandro Amaral y Guilherme Collares

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