Como Se Morre Um Homem Valente

Jorge Freitas

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    Vai pelo tempo nestas terras do Rio Grande
    Um povo índio que se ergueu da própria fé
    E um guerreiro que entre a paz se fez na guerra
    E pela terra teve o nome de Sepé

    Nas reduções, nas palavras dos jesuítas
    Tinha o progresso desta terra missioneira
    Mas sob as pedras e o olhar dos sete povos
    Cruzaram as tropas de espanhóis e suas bandeiras

    Então Sepé Tiarajú clamou ao céu
    Contra os tratados assinados além-mar
    E o povo índio guarani de São Miguel
    Empunhou lanças de bravura pra lutar

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    E eram lanças e cavalos contra as armas
    E eram valentes contra a força dos canhões
    Mas pouco a pouco foram erguendo-se as cruzes
    E foi tombando o povo e o sonho das missões

    E um dia um índio no comando de sua tropa
    Contra o que os céus lhe avisavam por perigo
    Tombou na terra em que lutou porque era sua
    Na dor da lança e da garrucha do inimigo

    Talvez a força do lunar que tinha a fronte
    Guiasse o rumo verdadeiro de sua terra
    Talvez por isso que no lombo de um tordilho
    Buscasse a paz e mesmo assim achou a guerra

    Sobre esta terra uma história foi escrita
    Que não findou nos campos de Caiboaté
    Vive em quem sabe que esta terra ainda tem dono
    Alma gaúcha e missioneira de um Sepé

    Vai na coragem de cair, se erguer de novo
    Sangrar na luta, mas querer seguir em frente
    Mostrar pro tempo e pra história deste pago
    Como se vive e se morre um homem valente

    Información de la canción

    Composición: Gujo Teixeira y Sabani Felipe de Souza

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