Homenagem a Catulo

José Fortuna

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    Lá no sertão nordestino, onde Catullo nasceu
    Nas noites do Ceará foi que ele conheceu
    Que só no sertão há beleza e olhando pra natureza, esta canção escreveu

    Não há oh, gente, oh não, luar como este do sertão

    Depois olhando pro céu, praquele luar sem fim
    Viu as matas iluminadas como um imenso jardim
    E vendo gemer sem vida, as folhas secas caídas, Catullo cantou assim

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    Oh, que saudade do luar da minha terra
    Prateando lá na serra folhas secas pelo chão
    Este luar, cá da cidade tão escuro
    Não tem aquela saudade do luar do meu sertão

    Catullo vendo que a morte se aproximava do leito
    Quis que a terra, lá do norte fosse cobrir o seu peito
    Pediu pra ser sepultado no seu sertão adorado, para morrer satisfeito

    Ai, quem me dera que eu morresse lá na serra
    Abraçado à minha terra e dormindo de uma vez
    Ser enterrado numa gruta pequenina
    Onde a tarde a sururina chora a sua viuvez
    Morreu Catullo cearense, o poeta do sertão
    Com ele foi sepultado seu amigo violão
    Foi seu verso derradeiro, que hoje o Brasil inteiro canta: O luar do sertão

    Não há oh, gente, oh não, luar como este do sertão
    Não há oh, gente, oh não, luar como este do sertão

    Información de la canción

    Composición: Ze Fortuna

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