Bagual Barbaridade

Joseane Dos Teclados

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    Não me chama de benzinho que eu fico meio bisqueiro
    Me chama de teu bagual que é meu jeitão campeiro
    Casar contigo eu não caso, poso ser teu companheiro
    Pelego eu tenho pra cama e lumbilho pra travesseiro

    Mesmo assim pra viver junto te ponho minha condição
    Tu tem que saltar cedinho e preparar meu chimarrão
    Enquanto eu vou me entretendo com os golpes dos redomão
    Nasci pra lidar com os potros de rédea e buçal na mão

    Deste oficio perigoso sei bem que não vou deixar
    Se tu quiseres ser minha tu tens que me acompanhar
    O que não sabe te ensino, só não pode te assustar
    Nem te fazer de aporreada na hora que eu te mandar

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    Não sou louco eu te garanto o povo é que julga e diz
    Não lombo dos aporreados proezas arriscadas eu fiz
    Pois gineteando eu assusto lagarto, cobra e perdiz
    Se eu me estropiar desse jeito juro que morro feliz

    Mulher e terneiro novo nunca se corre atrás
    Se tu resolver ir embora te escapa e não volta mais
    Que eu sigo do mesmo jeito lidando com as animais
    Ensinando o que aprendi e aprendendo muito mais

    S e te agradou do meu jeito te dou respaldo e carinho
    Mulher séria e de respeito alegra em qualquer ranchinho
    Caso contrário, eu te juro prefiro ficar sozinho
    Se te agradou ajunta as trouxas que eu já te mostro o caminho

    Información de la canción

    Composición: Gaúcho Da Fronteira y José Melo

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