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    Sou caipira
    Gosto de morar no mato
    E pra falar mais exato
    Sou mesmo um matutão

    Uso calça
    Ranca toco, remendada
    Visto camisa listrada
    E no pé uso botinão

    Minha casa
    É um ranchinho de palha
    E tomo banho na praia
    De um lindo ribeirão

    Meu colchão
    Feito com palha de milho
    Nele eu durmo tranquilo
    Sem ter preocupação

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    Sou caipira
    Falo com sinceridade
    Nem dinheiro e nem cidade
    Não vai mudar meu jeitão

    De manhã cedo
    Acordo com os passarinhos
    Quando eles saem do ninho
    Da mata e do capoeirão

    Recomeça
    As mais lindas sinfonias
    Anunciando o novo dia
    Pra cantando louvação

    Espreguiço
    E com calma me levanto
    Depois de rezar pro santo
    Sopro a brasa do tição

    A fumaça
    Sai do meu fogão de lenha
    Na baixada se embrenha
    Mistura com a cerração

    Sou caipira
    Falo com sinceridade
    Nem dinheiro e nem cidade
    Não vai mudar meu jeitão

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