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    A eternidade desse amor foi me revelando
    Quando a saudade e o rancor são do mesmo pano
    Mas eu manchado de licor vivo costurando
    Uma presilha que remende esse engano
    Um meridiano amor

    Até tentei dobrar o cós de arrependimento
    Outro novelo ao invés de um nó nesse sofrimento
    Atarantado no retrós do meu juramento
    A gargantilha, tua voz, desalento
    Invento um modelo, amor...

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    Naturalmente revistei o meu coração
    Aquela nêsga que alinhei deve estar no chão
    É evidente que evitei desfiar a nossa condenação

    Tecer o avêsso é tão comum quando em desalinho
    A gente esbarra no debrum e arrebenta o linho
    O nosso muito é nenhum quando advinho
    E a redondilha acaba num colarinho
    Na mancha de vinho, amor...

    Song details

    Composition: Moacyr Luz and Jota Maranhao

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