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    Minha garganta estranha quando não te vejo
    Me vem um desejo doido de gritar
    Minha garganta arranha a tinta e os azulejos
    Do teu quarto, da cozinha, da sala de estar
    Minha garganta arranha a tinta e os azulejos
    Do teu quarto, da cozinha, da sala de estar
    Venho madrugada perturbar teu sono
    Como um cão sem dono me ponho a ladrar
    Atravesso o travesseiro, te reviro pelo avesso
    Tua cabeça enlouqueço, faço ela rodar
    Atravesso o travesseiro, te reviro pelo avesso
    Tua cabeça enlouqueço, faço ela rodar
    Sei que não sou santa, as vezes vou na cara dura
    As vezes ajo com candura pra te conquistar
    Mas não sou beata, me criei na rua
    E não mudo minha postura só pra te agradar
    Mas não sou beata, me criei na rua
    E não mudo minha postura só pra te agradar
    Vim parar nessa cidade, por força da circunstância
    Sou assim desde criança, me criei meio sem lar
    Aprendi a me virar sozinha,
    e se eu tô te dando linha é pra comer você
    Aprendi a me virar sozinha
    e se eu tô te dando linha é pra depois te abandonar
    Aprendi a me virar sozinha
    e se eu tô te dando linha é pra depois te abandonar

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    Song details

    Composition: Totonho Villeroy

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