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    Lugar de almas caladas
    Sentadas em círculos tortos
    Sentindo a força que passa
    Quase segredo no corpo

    Vontades veladas, tremendo
    Num fio de medo e desejo
    Amor jurado à condena
    Sangrando lento em silêncio

    A névoa cobre os nomes
    Apaga rastro e razão
    Mas dentro dos meus olhos
    Arde essa maldição

    Corvo na névoa
    Cortando o céu que não tem fim
    Traz na asa esse pecado
    Que me prende até o fim de mim
    Corvo na névoa
    Guarda o beijo que eu não dei
    Cruza mares infinitos
    Pra lembrar do que matei

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    Teu rosto em formas difusas
    Dançando em véus de brancura
    Proibido tocar tua pele
    Jurado à própria ruptura

    A morte sentada à janela
    Contando passos ao redor
    Mas é na curva da tua boca
    Que eu perco o medo da dor

    A névoa mente pra todos
    Diz que o tempo apagou
    Mas cada gota de sombra
    Repete o que restou

    Corvo na névoa
    Cortando o céu que não tem fim
    Traz na asa esse pecado
    Que me prende até o fim de mim
    Corvo na névoa
    Guarda o beijo que eu não dei
    Cruza mares infinitos
    Pra lembrar do que matei

    E se eu seguir teu voo
    Até perder o chão
    Será que encontro abrigo
    Ou outra maldição?

    Se o mar levar meu nome
    E a bruma o teu, também
    Talvez nesse vazio
    A gente exista em alguém (hey)

    Corvo na névoa
    Cortando o céu que não tem fim
    Traz na asa esse pecado
    Que me prende até o fim de mim
    Corvo na névoa
    Guarda o beijo que eu não dei
    Cruza mares infinitos
    Pra lembrar do que matei

    Información de la canción

    Composición: Juliana hoffmann liska

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