Tão Profundo e Negro

Juliana Hoffmann Liska

    Continúa después del anuncio

    Te amar era a cura
    Eu jurei pra mim
    Tão certo
    Mas bastou te ver de longe
    Pra eu perder o resto do fôlego

    Fiquei doente diante de você
    Sem você sequer notar
    Seus olhos pesavam mil palavras
    Que eu não sabia decifrar

    E a sua boca
    Calma
    Fechada
    Suspendeu todo o lugar
    O ar ficou espesso na sala
    Parado nas cortinas
    A girar

    Eu sentei na beira do rio
    Tão profundo e negro
    Me julguei afundando no frio
    Sem tocar o fundo do medo
    Não vi que mais fundo que a água
    Era o choro que eu escondia
    Meus gritos saindo da alma
    Rasgando o peito em silêncio
    Em dia

    Continúa después del anuncio

    Você passou
    Não viu meu tremor
    Segurando o mundo na xícara de café
    Eu era só mais um rosto na borda
    Implorando pra não escorregar de vez

    Cada gesto seu
    Sentença
    Cada riso
    Tribunal
    Eu me sentava no banco dos réus
    Culpado de sentir demais

    E quando a noite desce pesada
    Volta a cena
    Quadro inteiro
    Sua sombra na parede do quarto
    Me dizendo que era passageiro

    Se eu tivesse dito teu nome
    Talvez perdesse o ar igual
    Mas ao menos a minha vertigem
    Teria por quem chamar

    Hoje eu volto à beira do rio
    Vejo o reflexo
    Quase estranho
    Não é você que me afoga
    Sou eu que mergulho no próprio pranto

    Información de la canción

    Composición: Juliana hoffmann liska

    ¿Los datos están equivocados?

    Enviar revisión