Lágrima Na Garganta

Juliana Spanevello

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    No meu exílio de campo, perdido pelas lonjuras,
    Escuto a voz do silêncio, quando, no vento ele canta...
    Eu canto junto com ele pra destilar a amargura
    Da lágrima que carrego guardada em minha garganta!

    Ela se mostra em meu canto porque, saudosa, recorda
    Um tempo que foi ficando junto às carretas e aos bois...
    Lembra das tropas de antanho que pelo peso da engorda
    Iam tão lerdas na estrada sem nem saber do depois!

    (Lágrima que é sentimento, rio que transborda do leito,
    Chama que nunca adormece e pelo pago se encanta...
    Muitos a trazem nos olhos, outros a levam no peito,
    Eu tenho a lágrima viva pulsando em minha garganta!)

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    Lágrima de alma gaúcha, retemperada aos rigores,
    Chuvas e sóis que, com o tempo, vão se timbrando na gente...
    Vai essa vida andarilha perdida nos corredores,
    E a lágrima na garganta, que nunca seca a vertente!

    Meu canto é feito de lua, de cantilena de espora,
    Da luz da estrela boieira, que pelo céu se levanta...
    Porque essa lágrima velha que nunca mais se evapora
    Feita de sal e poesia, já me nasceu na garganta!

    (Lágrima que é sentimento, rio que transborda do leito,
    Chama que nunca adormece e pelo pago se encanta...
    Muitos a trazem nos olhos, outros a levam no peito,
    Eu tenho a lágrima viva pulsando em minha garganta!)

    Información de la canción

    Composición: Luis Marenco y Rodrigo Bauer

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