Quando a Bota Encontra o Estribo

Juliana Spanevello

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    Há um mistério guardado neste ritual sensitivo
    Quando a bota encontra o estribo e o flete procura a volta
    Parece que a alma se solta pelo instante d'um silvido
    Que busca o olhar ativo dos ovelheiros da escolta

    E é nessa hora que o campo se deixa ver com clareza
    Expressando sua beleza, sua verdade e nostalgia
    Depois que a barra do dia se mostra plena aos campeiros
    Que escutam o clarim guerreiro d'um quero-quero em vigília

    Mais belo se mostra o mundo aos olhos deste ritual
    Legado de um ancestral que, na história, permanece
    Pois quem tem alma conhece o verdadeiro motivo
    Quando a bota encontra o estrivo e o campo, em vida, floresce

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    Talvez, bem mais que um mistério, que uma crença ou religião
    Seja a própria comunhão de alma, campo e saudade
    Ou bem mais que a identidade de quem herdou por regalo
    O nobre altar de um cavalo pra compreender suas verdades

    As mesmas que habitam o canto do quero-quero guerreiro
    E o ativo olhar do Ovelheiro que segue a sombra do flete
    Imagem que se repete na face do amanhecer
    Pra aqueles que sabem ver mais que a retina reflete

    Mais belo se mostra o mundo aos olhos deste ritual
    Legado de um ancestral que, na história, permanece
    Pois quem tem alma conhece o verdadeiro motivo
    Quando a bota encontra o estrivo e o campo, em vida, floresce
    Quando a bota encontra o estrivo e o campo, em vida, floresce
    Quando a bota encontra o estribo

    Información de la canción

    Composición: Cristian Camargo y Adriano Alves

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