De Alma, Campo e Silêncio

Juliana Spanevello

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    Noite de campo que vejo
    Numa lembrança de outrora
    Beira de um fogo que acalma
    Triste cambona que chora
    Alma povoada em silêncio
    Deste meu rancho fronteiro
    Mateando alguma saudade
    Costeando o sono da espora.

    Vento que geme na quincha
    Feito um basto na estrada
    Resmunga um som de tesoura
    Do picumã, amorenada
    Quem sabe traga de arrasto
    Alguma manga pras casas
    E um cheiro bruto de terra
    Pra invadir a madrugada.

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    Noite que chora pro campo
    Tocando a tropa da sanga
    Batiza os lábios da china
    Num galho flor de pitanga
    Somente um sonho que cresce
    Num distanciar de povoeiro
    Que parte junto com a aguada
    Pra alguém que vive de changa.

    E a primavera se estende
    Com os olhos claros pra lida
    Bolear a perna na estância
    Este é o meu rumo na vida
    Solito eu cruzo as horas
    Num camperear de invernada
    De rédea firme por diante
    Com alguma mágoa contida.

    Información de la canción

    Composición: Juliano Gomes, Fernando Soares y Everson Maré

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