Continues after the ad

    Pois a camélia que eu amei com devoção
    Foi a mais bela pra quem dei meu coração
    Me foi levada pra enfeitar um quarto nobre
    E eu fiquei pobre e com um espinho em cada mão

    Me quedei triste e era tamanha a tristeza
    Da malvadeza de quem quis dar proteção
    Pois foi em nome da malvada da nobreza
    Que me tiraram tudo o que eu tinha de bom

    Depois ao cravo que eu cuidei desde pequeno
    Deram veneno e colocaram num caixão
    Eu vi partir o cravo assim acompanhado
    De um finado com uma vela em cada mão

    Continues after the ad

    Eu dantes ledo me fiz só melancolia
    Eu sei que um dia tudo tem que se acabar
    Mas a vileza feita ao cravo era a minha
    De ser colhido antes de desabrochar

    No meu jardim que antes era só beleza
    Cresceu viçoso um pé de manjericão
    E do amor que era pouco eu fiz a reza
    E cresceu erva dentro do meu coração

    Embriagado de mim mesmo eu quis o dia
    Em que teria um jardim pra cultivar
    No qual crescesse nem que fosse um só sorriso
    Que fosse vivo e ninguém viesse roubar

    Não quero luto, eu não quero choro nem vela
    Quero a camélia que não está mais no lugar
    Porque de todas a que mais amei foi ela
    Foi logo aquela que teimaram arrancar

    Song details

    Composition: Juliano Guerra

    Did you see an error?

    Enviar revisão