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    "Havia um século na ponta do lápis,
    Não na que escreve
    Na que segura borrachas!”
    Vivo como quem vive a sua espera
    Sem necessariamente viver como quem vive a sua espera só

    Ás vezes, muito raramente, eu entro num supermercado
    Tem dias que chove um bocado,
    Tem dias que eu passo calado, assim
    Vivo como quem vive a sua espera
    Sem necessariamente viver
    Como quem vive a sua espera só

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    Tem dias em que não me acho,
    Uns dias eu vou ao teatro
    Ou faço uma espécie de teatro dentro de mim
    Tem dias em que eu nem me vejo,
    Acordo e saio tão apressado
    Quem nem mesmo a minha sombra sabe me seguir
    E até minha alma fica na cama, deitada,
    Sem perceber que eu saí

    Song details

    Composition: Juliano Holanda

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