Coplas de Mãos e Cordas

Juliano Moreno

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    O destino é fio de tempo
    Tecendo alinha da vida
    Falquejada e cerzida
    As palmas das minhas mãos
    O couro cru das marcações
    Que ao futuro acinzela
    E nessas marcas revela
    A essência da criação

    Nas mãos hábeis do guasqueiro
    A lonca se torna tempo
    Trançada no couro bento
    Das boiadas missioneiras
    Na nuvem de povoadeira
    E o estouro seco da armada
    Nascem bois na terneirada
    Pelo ofício da mangueira

    Continúa después del anuncio

    A vida é trança de laço
    Em rodilha e redondilha
    Tem armadas e presilhas
    Mas por pouco se arrebenta
    Em seis tentos se sustenta
    Só pra costear o destino
    Da guitarra que eu afino
    Se o potro coração senta

    Tantas mágoas eu sovei
    Por essas quadras de tempo
    Quando a garoa com o vento
    Vez do pealador um sustento
    Por vezes um musiqueiro
    Com lampejos de cigarra
    Bordoneando uma guitarra
    Num ritual galponeiro

    Hoje o tempo é retrançado
    Tenteando a tarca do dia
    E o fulgor das três marias
    Luzindo sobre a cancela
    Se uma flor pontei pra uma bela
    No talabarte no pinho
    Foi pra mostrar meu carinho
    Serenateando na janela

    Información de la canción

    Composición: Marcelo Paz Carvalho y Cleiton Santos

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