Garganta

Juliette

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    Minha garganta estranha
    Quando não te vejo
    Me vem um desejo doido de gritar

    Minha garganta arranha
    A tinta e os azulejos
    Do teu quarto, da cozinha
    Da sala de estar

    Minha garganta arranha
    A tinta e os azulejos
    Do teu quarto, da cozinha
    Da sala de estar

    Venho madrugada
    Perturbar teu sono
    Como um cão sem dono
    Me ponho a ladrar

    Atravesso o travesseiro
    Te reviro pelo avesso
    Tua cabeça enlouqueço
    Faço ela rodar

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    Atravesso o travesseiro
    Te reviro pelo avesso
    Tua cabeça enlouqueço
    Faço ela rodar

    Sei que não sou santa
    Às vezes vou na cara dura
    As vezes ajo com candura
    Pra te conquistar

    Mas não sou beata
    Me criei na rua
    E não mudo minha postura
    Só pra te agradar

    Pois não sou beata
    Me criei na rua
    E não mudo minha postura
    Só pra te agradar

    Vim parar nessa cidade
    Por força da circunstância
    Sou assim desde criança
    Me criei meio sem lar

    Aprendi a me virar sozinha
    E se eu tô te dando linha
    É pra depois te abandonar

    Aprendi a me virar sozinha
    E se eu tô te dando linha
    É pra depois te abandonar

    Información de la canción

    Composición: Totonho Vileroy

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