Do Cerne da Terra

Julio Saldanha

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    Matei a sede na vertentes das canhadas
    Que brotam frias das raízes do capim
    Forjando a templa que carrego como marca
    Dos que cruzaram por aqui antes de mim

    Se sou herdeiro desde chão que nos abriga
    Esta canção quero cantar pra ti
    Agradecer a sombra amiga deste mato
    E a cada amigo que plantei aqui

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    O mesmo rio que nos divide, mata sede
    A mesma terra dividida, mata a fome
    Por que razão plantar fronteiras e tapumes
    Se os corações são iguais em cada homem

    Que se acendam nessa noite as labaredas
    Que nos aqueçam o angico e o tarumã
    Das mesmas terras brotem outros com mais viço
    Para aquecer os pescadores do amanhã

    Información de la canción

    Composición: Odemar Gerhadt, Miguel Bicca y Luis Carlos M. Batista

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