Pé de Umbuzeiro

Kara Véia

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    Lá no pé daquela serra
    Tem um pé de umbuzeiro
    É onde todas as manhãs
    O sábia verdadeiro canta as sua melodias
    Traduzindo alegrias pra os coração dos vaqueiros
    Este pé de umbuzeiro traz lembranças do passado
    Era onde o boiadeiro depois que vinha cansado
    Naquela árvore sombria descansava sobre a fria
    Refugiando o seu gado
    Hoje vive abandonado na beira daquela estrada
    Não se esculta o boiadeiro mais cantando uma toada
    Esta mesma sombra fria onde era todo dia
    Refúgio de uma boiada
    Hoje serve de morada pra os enxuins do sertão
    E as folhas que eram verdes
    Murcharam e caíram ao chão
    Lá na ponta de um galhinho
    serve de escora de um ninho
    moradas de um gavião
    Não foi secas do sertão que matou o umbuzeiro
    Foi a falta da boiada e da voz do cansioneiro
    Que lhe tornou despresado sem o múgido do gado
    E o ressonar do vaqueiro
    Depois que o caminhoneiro começou fazendo transporte
    Pelas estradas de pedras no Brasil de Sul ao Norte
    Acabou-se o boiadeiro, sendo assim pra o umbuzeiro
    Lhe restou somente a morte
    Como foi tão triste a sorte do héroi daquela terra
    Que nasceu, viveu e cresceu sem poluição nem guerra

    Mas a ciência ligeiro trouxe a morte ao umbuzeiro
    Sombrio lá do pé da serra

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    Mas a ciência ligeiro trouxe a morte ao umbuzeiro
    Sombrio lá do pé da serra

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    Composition: Kara Veia

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