Ventre de Deus

Karoline Violeira

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    No horizonte quando a tardinha desmaia
    O luar na samambaia dá a nítida impressão
    De um abajur feito pelas mãos divinas
    Derramando nas colinas gotas de pratas no chão

    A natureza que acolhe os passarinhos
    Entre seus milhões de ninhos mapeados no sertão
    Abrindo as asas quando o dia amanhece
    Revoando agradece o poder da criação

    E na grandeza infinita da bonança
    Todo o verde da esperança ofusca os olhos meus
    Em cada ser, em cada gesto, em cada flor
    Sinto a luz do amor nascer do ventre de Deus

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    Na alvorada raios vermelhos do Sol
    Borda todo o lençol de orvalho que caiu
    Banhando as faces das tulipas e violetas
    Multicores borboletas sobre a flor que se abriu

    E a cigarra no verão de Sol bem quente
    Seu canto encanta a gente, só sabe mesmo é quem viu
    Quem vive longe dessa magistral beleza
    Posso dizer com certeza que não conhece o Brasil

    E na grandeza infinita da bonança
    Todo o verde da esperança ofusca os olhos meus
    Em cada ser, em cada gesto, em cada flor
    Sinto a luz do amor nascer do ventre de Deus

    E na grandeza infinita da bonança
    Todo o verde da esperança ofusca os olhos meus
    Em cada ser, em cada gesto, em cada flor
    Sinto a luz do amor nascer do ventre de Deus

    Song details

    Composition: João Miranda and Ademar Braga

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